REDE DOS EMISSORES PORTUGUESES

Associação Nacional de Radioamadores
Instituição de Carácter Científico e de Utilidade Pública
Secção Portuguesa da IARU desde 1991

 

Bandas

 

Os radioamadores possuem alocações no espectro radioélectrico. Essas alocações são conhecidas como bandas.

Aqui apresentamos algumas das bandas a que temos acesso, bem como algumas das suas caracteristicas.

Bandas HF

As bandas de HF permitem contactos a maior distância do que as bandas de VHF e superiores. É quase sempre possível contactar locais distantes em pelo menos uma das bandas de HF de que dispomos. O acesso a estas bandas está condicionado a Radioamadores das Classes A e B. Para mais detalhes consulte o plano de Bandas.

 

Os Radioamadores dispõem de 9 bandas de HF, embora para ser mais preciso a banda dos 160 metros deva ser considerada MF, todas com características diferentes, o que nos permite aproveitar quase todas as condições de propagação. O uso dado a cada banda tem a ver com a forma como as ondas electromagnéticas são propagadas, sendo algumas bandas mais usadas para contactos locais, outras para DX.

  • 160 metros - Esta é a banda mais baixa que podemos usar. É quase impossível usá-la durante o dia, mas à noite os sinais podem percorrer centenas ou mesmo milhares de quilómetros. Os níveis de ruído são elevados, especialmente durante o Verão. Isto faz com que os 160 metros seja uma banda de Inverno. A maior parte do DX é feito em CW. A grande dimensão das antenas faz com que esta não seja uma banda para todos.

 

  • 80 metros - Tal como os 160 metros é considerada uma banda nocturna. Mesmo assim, os 80 metros são bons para contactos diurnos até algumas centenas de quilómetros. Dependendo das condições atmosféricas, os 80 metros podem proporcionar comunicações a nível mundial durante a noite. Tal como os 160 metros esta banda sofre de elevado nível de ruído. Estranhamente não é possível operar CW nesta banda em Portugal.

 

  • 40 metros - Esta é uma banda de transição. Partilha das características das bandas altas e baixas de HF. Durante o dia os 40 metros são excelentes para comunicações até 800 km. À noite esta banda abre para o mundo.

 

  • 30 metros - Esta é uma banda de acesso condicionado, sendo apenas permitido CW. Os 30 metros são bons para DX durante o dia, e até algumas horas depois do ocaso.

 

  • 20 metros - A banda de DX por excelência! No topo do ciclo solar está aberta dia e noite, normalmente a banda fecha após o ocaso. As antenas para os 20 metros já têm dimensões simpáticas. Geralmente esta banda está bastante congestionada com operadores em todos os modos possíveis.

 

  • 17 metros - É uma banda diurna que permite contactos mundiais, embora esteja sempre relativamente desocupada. O modo predominante é SSB, embora seja possível encontrar operadores de CW. Os 17 metros estão no melhor da sua forma no topo do ciclo solar. Mesmo assim pode proporcionar DX nos piores anos.

 

  • 15 metros - Esta é uma banda excelente para DX quando o ciclo solar atinge o pico. Nos piores anos permite algum DX, mas limitado entre 800 e 1600 km. Tal como os 17 metros é uma banda diurna. Nos melhore anos abre ao fim da manhã e fecha algumas horas depois do ocaso. 

 

  • 12 metros - Mais uma banda diurna, que abre durante o pico do ciclo solar. Quando o ciclo solar está no vale, a banda está morta. Mesmo durante o pico do ciclo solar está relativamente deserta, embora isto tenha acima de tudo com desinteresse. A maioria dos operadores preferem usar a banda seguinte, os 10 metros.

 

  • 10 metros - Durante os melhores anos do pico solar, a banda dos 10 metros é uma das melhores bandas de DX. No pico do ciclo solar, a ionosfera absorve pouco sinal nesta frequência. Simplesmente reflecte (dobrar seria mais correcto) o sinal para a terra a milhares de quilómetros. Como resultado, até estações QRP (baixa potência) podem contactar o mundo inteiro sem dificuldade.
    Quando as manchas solares são escassas, também são os contactos, embora mesmo no vale do ciclo solar sejam possíveis contactos a centenas de quilómetros.
    Quando está aberta é uma banda diurna. Abre geralmente ao fim da manhã, e fecha no ocaso.

 

Bandas VHF e UHF

As bandas de VHF e UHF permitem geralmente contactos a nível local. A forma como estas frequências são propagadas não permitem contactos a longa distância, excepto quando certos fenómenos atmosféricos fazem com que os sinais se propaguem a distâncias relativamente grandes. Estes fenómenos são relativamente raros sendo dificil prevê-los.
Para aumentar o alcance nestas bandas existem repetidores espalhados por todo o país.

Possuímos uma alocação em VHF e outra em UHF. Para saber mais sobre as alocações consulte o plano de bandas correspondente à sua licença.

Plano de Bandas

 

Plano de bandas é a forma como o espectro radioeléctrico está dividido pelos diversos utilizadores, incluindo ainda os modos permitidos.

Em anexo apresentamos os planos de bandas desde MF a UHF para as diversas classes de Radioamadores. Lembramos que esta informação deverá ser sempre confirmada pela leitura da Portaria n.º 322/95, publicado no DR n.º 90/95 (I Série B), de 17 de Abril, disponível no site da Anacom.

Chamamos a atenção para o facto de a frequência que aparece no visor do transceptor ser, geralmente, a frequência da portadora, mesmo quando é suprimida como no caso do SSB (J3E). Como a transmissão possui alguma largura de banda, não devemos emitir nos limites da alocação, caso contrário estaremos a emitir parte do sinal fora da banda alocada, constituindo uma violação da lei.

O exemplo acima mostra como um sinal, com 2KHz de largura de banda, com a portadora centrada em 7,100 MHz está a emitir acima do limite legal de 7,100 MHz.

Aconselhamos a leitura do manual do transceptor em uso para esclarecer dúvidas.

 

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