REDE DOS EMISSORES PORTUGUESES

Associação Nacional de Radioamadores
Instituição de Carácter Científico e de Utilidade Pública
Secção Portuguesa da IARU desde 1931

CW

 

   CW (continuous wave) é o mais antigo modo de transmissão amador ainda em uso. Consiste num simples sinal de RF não modulado, que é transmitido por meio do fecho de uma chave manual ou electrónica. A informação é transmitida através do Código Morse Internacional.

Forma de onda em CW Forma de onda em CW

MORSE

   Sinais digitais são aqueles que podem ser representados correctamente por números. O código Morse foi chamado a forma mais básica de comunicação digital via rádio. Funciona apenas com três elementos, um tom curto, um tom longo e um espaço. Numa perspectiva digital, estes podem ser representados pelos números 0, 1 e 2.

   Combinando estes três elementos criou-se um sistema para representar as letras do alfabeto, os números de 0 a 9 e alguns sinais de pontuação. Como resultado nenhum carácter necessita mais de seis elementos para ser único e claro.

   Existiam linguagens que usam nada mais que sons longos e curtos antes de Samuel Morse inventar o sistema Morse Americano. Descobriu-se que em tempos pré-históricos que existiam métodos de enviar sinais usando um pequeno conjunto de símbolos.

   A combinação de sinais (curto/longo, alto/baixo, escuro/claro, ligado/desligado) pode ser usado para significar mais do que dois símbolos alfabéticos ou numéricos. Morse e os seus colegas desenvolveram um código standard que tomou em consideração a frequência com que certos caracteres eram usados na língua inglesa, e fez uso eficiente da forma como as nossas audição e mente funcionam.

   Aprender Morse é tão simples como aprender quarenta palavras numa língua estrangeira. Com prática um "falante" de Morse pode decifrar uma longa cadeia de tons longos e curtos a metade da velocidade de uma conversação normal.

   Sinais digitais são aqueles que podem ser representados correctamente por números. O código Morse foi chamado a forma mais básica de comunicação digital via rádio. Funciona apenas com três elementos, um tom curto, um tom longo e um espaço. Numa perspectiva digital, estes podem ser representados pelos números 0, 1 e 2.

   Agora que possuímos uma linguagem, precisamos de meios para transmitir e receber em locais separados. A telegrafia com fios foi o primeiro meio, mas a invenção da rádio menos de cinquenta anos depois fez com que fosse apenas necessário ligar e desligar o emissor numa determinada sequencia para produzir o som correspondente no lado da recepção.

O primeiro equipamento usado para criar estes sinais de rádio foi o emissor spark-gap. Este tipo de emissores enviam um impulso electromagnético para um sistema de antena ressonante, onde o impulso reverbera até a sua energia ser ou radiada ou dissipada na resistência do circuito. Durante a reverberação, a amplitude diminui progressivamente, resultando um onda amortecida - Uma onda cuja intensidade varia. A parte radiada torna-se um campo electromagnético. O campo é suficientemente forte para que um sistema de antena e receptor sensíveis produzam um som audível num alto-falante ou num outro transdutor. As experiências continuaram, e pouco tempo depois a válvula termiónica foi inventada e aperfeiçoada. Usando uma válvula num circuito eléctrico sintonizado, um emissor pode gerar uma portadora não modulada quase pura numa determinada frequência. O sinal gerado pelas válvulas é mais suave e ocupa muito menos espaço no espectro rádio eléctrico.

Então de onde vem a expressão continuous wave? Muitos radioamadores principiantes pensam erradamente que o emissor emite um sinal de RF constante. Não é assim chamado porque a onda não é amortecida como no caso dos emissores de faísca.


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